A Reforma Tributária, aprovada pela Lei Complementar n.º 214/2025, começa a sair do papel em 2026. Para quem trabalha na área da saúde, o tema desperta dúvidas reais: o que muda para profissionais da saúde PJ? Como fica o imposto? E o que esperar da contabilidade médica nos próximos anos?
A boa notícia é que a reforma busca simplificar o sistema atual. Mas, no início, a transição pode parecer ainda mais complexa. Por isso, entender o básico agora facilita decisões importantes para o consultório ou para o médico plantonista.
O que é a Reforma Tributária 2026?
A reforma cria um novo modelo de tributação sobre consumo, inspirado no Imposto sobre Valor Adicionado Dual (IVA Dual). Ela unifica regras e reduz burocracias, substituindo vários tributos por dois novos:
- Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS): de competência federal.
- Imposto sobre Bens e Serviços (IBS): de competência compartilhada entre estados e municípios.
A fase de testes começa em 2026, mas a mudança completa só termina em 2033. Até lá, antigos e novos sistemas convivem.
Esse período será marcado por ajustes, escolhas de regime e comparações feitas entre contabilidade antiga, híbrida e futura.
O que muda para médicos PJ?
Para a maior parte dos profissionais da saúde, a carga tributária não sofrerá grandes alterações. A reforma prevê redução de 60% para serviços de saúde, o que mantém alíquotas próximas às já aplicadas hoje.
Mas há pontos de atenção:
1. Regra de transição traz múltiplas opções
O profissional da saúde PJ poderá:
- permanecer no sistema atual;
- migrar para um regime misto;
- adotar o novo formato, que será definitivo em 2033.
Essa escolha não é intuitiva. É responsabilidade da contabilidade simular cenários e orientar o melhor caminho.
2. Clínicas com insumos têm impacto maior
Consultórios que compram insumos —materiais, equipamentos ou itens para procedimentos — podem sentir diferença. Isso ocorre porque o novo modelo cria a possibilidade de créditos tributários, o que muda o planejamento e exige análise caso a caso.
3. Para quem só presta consultas, pouco muda
Se o profissional da saúde não tem custos relevantes no consultório, o impacto tributário tende a ser mínimo.

Como as alíquotas podem afetar o faturamento do profissional da saúde?
O ponto que mais chama atenção é a mudança na forma de recolhimento do imposto. A reforma prevê a adoção do split payment, um sistema no qual o tributo é automaticamente retido no momento da operação, e sua aplicação ao setor de saúde ainda depende da regulamentação.
Se confirmado para serviços prestados por profissionais da saúde, isso pode afetar o faturamento líquido, porque:
- o valor recebido pode já vir com o imposto retido;
- o caixa do médico pode ficar mais pressionado, especialmente quando o pagamento do hospital ou da clínica atrasa;
- pode haver casos em que o imposto seja devido antes mesmo de o dinheiro entrar no caixa.
Para quem recebe com prazos longos, esse tende a ser um dos principais pontos de atenção da transição.
Quando a transição começa?
A fase de testes inicia em janeiro de 2026. A partir daí, o sistema avança gradualmente até 2033, quando o modelo antigo será extinto.
Nesse período:
- novos campos aparecerão na nota fiscal;
- contabilidades precisarão trabalhar em dois sistemas;
- médicos PJ terão decisões semestrais ou anuais para ajustar o regime.
É uma fase que exige acompanhamento próximo do contador.
Mas o que fazer para se adaptar?
Em nosso próximo conteúdo, você verá:
- se profissionais da saúde vão pagar mais ou menos imposto em 2026;
- o que fazer agora para não pagar imposto a mais;
- como a EasyDr. prepara médicos para essa transição.
Fique de olho em nosso blog, pois revelaremos os impactos reais no bolso e como se preparar. Não perca!
